terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

CARROS ALEGÓRICOS




MANEIRAS E TRUQUES PARA MOVIMENTAR PEÇAS DE UM CARRO ALEGÓRICO



Antes de entrarmos nas formas e maneiras, a serem aplicadas na movimentação de peças que compõem um carro alegórico é importante saber os limites a serem obedecidos.



Quem se dispor a idealizar e executar uma peça em movimento deve conhecer os limites disponíveis e de segurança, para evitar acidentes, e não fazer feito durante o desfile.



Os meios de fonte de energia a sua disposição são bastante escassos, para acionar dispositivos de movimentação.



Assim, ele só pode contar com a força da gravidade, e o ponto de inércia de dois pontos em equilíbrio, em relação a um ponto de apoio. (fiel da balança).



O que isso quer dizer;



Ele terá que montar um dispositivo que vai utilizar a força da gravidade, e o ponto de inércia como o da balança simbólica da justiça. (dois pesos duas medidas em relação ao fiel da balança.)



Hoje quem freqüenta os prédios das grandes cidades, esta servindo desse mesmo princípio nos elevadores.



Quando apertamos o botão subir, na verdade estamos acionando um dispositivo com função de liberar os pesos de contra peso das laterais.



Os pesos existentes ao descerem, estão puxando a cabine para cima.



OBSERVAÇÃO;

Torna-se importante se não obrigatório, o treinamento das pessoas que deverão acionar os mecanismos e cordéis durante o desfile.



TRUQUES E MANEIRAS



Durante as normais reuniões entre as pessoas que compõem o grupo de idealizados, para montagem das peças simbólicas de um alegórico, quantas vezes se perguntaram;



- Porque não fazemos abrir uma asa? (que necessita a forma de empuxo).



Eu respondo, porque não pensamos em fazer uma asa aberta por meio de um jogo de molas (que substitui o empurre) e a fechamos por meio de cordéis estrategicamente intermediados as molas. (bem mais leve, se equilibrarmos as duas forças entre si.



Lógico que deverá ter um espaço interno, para poder movimentar os cordéis implantados.



Quando esse espaço for reduzido, aplica-se um sistema de moitão, que permitira o seu alongamento, e aliviar o peso a ser suportado. (vide o uso de uma alavanca para levantar uma pedra pesada.



OBSERVAÇÃO;



Balança de dois pesos duas medidas, se em um prato colocamos um peso, temos que fazer força no outro prato, para movimentá-los, ou buscar o ponto de equilíbrio em relação ao fiel.



Ao passo que colocarmos, um peço equivalente no outro prato, com um simples dedinho, movimentamos facilmente os dois pratos.

(deu para entender a lógica)



Esse equilíbrio de forças deve ser obtido por meio de aplicação de molas, que podem ser de empuxo, ou de retração, conforme o caso.



EXEMPLO;



Monta-se uma asa aberta por meio de molas de empuxo, e fechamo-la por meio de cordéis a serem operados durante o desfile.



Sua ponta de asa poderá ser movimentada em um subsistema, com uma vara de pesca, com argolas orientadoras da linha, um pouco mais afastada da mesma.



Ao puxar a linhada a vara se enverga, e volta ao estado reto quando soltamos a linhada.



Seu ombro poderá ser acionado por sistema de rolimãs, e alavanca interna para levantá-la ou baixada. (quanto mais comprida a alavanca mais leve fica)



O mesmo principio, aplica-se ao bico (aberto) de uma ave, e soltar fumaça por meio de um tudo de prolongamento de um extintor de fumaça, só que a mola equilibradora será de retração, caso na ponta do bico for colocado algo muito pesado.



Quanto aos olhos, devem ser montados fechados (tipo colher) e acionados mediante contra mola e cordel.



Seu pescoço, montado com um sistema central de apóio e duas molas laterais de igual potência, para mante-lo reto e movimentá-lo para os lados por meio de cordéis laterais.



Exemplo; Pescoço de uma cobra



Montá-lo com anéis com suporte de sustentação (como as cobras de madeira que são vendidas como brinquedo), com molas equilibradoras e dois ou três sistemas de cordéis laterais, para sua movimentação em S.



Outro exemplo, - Uma flor abrindo e subindo do seu miolo um figurante.



O principio de equilíbrio, deve ser feito por molas de empuxo, colocadas na base de sustentação da plataforma central que será seu miolo, mediante 4 pés, compostos de dois tubos cada, encaixados (um externo e outro mais fino interno) e entre eles uma mola de empuxo, que a fará subir.





O mesmo raciocínio se aplica em relação à base planejada e o piso do carro.



O espaço entre a base e o piso deve ser programado, para quando essa base baixar por intermédio de um girabrequim, ela puxe para cima as pétalas da flor.



Vide plataforma das estações do metrô.



È importante para o bom desempenho incluir o peso do figurante, para se encontrar o ponto de equilíbrio. (usa-se contrapesos se necessário, dependendo da força de empuxe das molas.



Para as peças que deverão girar, deve-se usar o mesmo truque.



Mesmo mediante aplicação de jogos de rolimãs, o ponto de equilíbrio de seu centro deve ser obedecido.



DICA Força Mecânica.



Um chafariz pode ser montado, mediante de uma bomba acoplada ao sistema giratório de uma moto.



Sistemas lentos giratórios se obtêm por uso de um sistema de engrenagens redutoras.



Não é necessário esclarecer, que não será fácil conseguir aplicar tais procedimentos.



Tudo tem que ser feito, com os recursos disponíveis e de forma artesanal, que pode dar certos ou não.



O importante é tentar, e começar com coisas mais simples, mas sempre procurando atingir um ponto de equilíbrio do peso das peças, usando a imaginação e ousadia.



Só o tempo e a experiência prevalecerão, e não ter medo de errar.



IMPORTANTE



Toda alegoria por mais simples que ela seja, deve ser submetida à inspeção dos órgãos competentes, para sua avaliação de segurança e uso.





Os originais desta matéria estão em poder do escriba, e declara que é matéria livre para pesquisa e

e uso.



O AUTOR.