terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

CARROS ALEGÓRICOS




MANEIRAS E TRUQUES PARA MOVIMENTAR PEÇAS DE UM CARRO ALEGÓRICO



Antes de entrarmos nas formas e maneiras, a serem aplicadas na movimentação de peças que compõem um carro alegórico é importante saber os limites a serem obedecidos.



Quem se dispor a idealizar e executar uma peça em movimento deve conhecer os limites disponíveis e de segurança, para evitar acidentes, e não fazer feito durante o desfile.



Os meios de fonte de energia a sua disposição são bastante escassos, para acionar dispositivos de movimentação.



Assim, ele só pode contar com a força da gravidade, e o ponto de inércia de dois pontos em equilíbrio, em relação a um ponto de apoio. (fiel da balança).



O que isso quer dizer;



Ele terá que montar um dispositivo que vai utilizar a força da gravidade, e o ponto de inércia como o da balança simbólica da justiça. (dois pesos duas medidas em relação ao fiel da balança.)



Hoje quem freqüenta os prédios das grandes cidades, esta servindo desse mesmo princípio nos elevadores.



Quando apertamos o botão subir, na verdade estamos acionando um dispositivo com função de liberar os pesos de contra peso das laterais.



Os pesos existentes ao descerem, estão puxando a cabine para cima.



OBSERVAÇÃO;

Torna-se importante se não obrigatório, o treinamento das pessoas que deverão acionar os mecanismos e cordéis durante o desfile.



TRUQUES E MANEIRAS



Durante as normais reuniões entre as pessoas que compõem o grupo de idealizados, para montagem das peças simbólicas de um alegórico, quantas vezes se perguntaram;



- Porque não fazemos abrir uma asa? (que necessita a forma de empuxo).



Eu respondo, porque não pensamos em fazer uma asa aberta por meio de um jogo de molas (que substitui o empurre) e a fechamos por meio de cordéis estrategicamente intermediados as molas. (bem mais leve, se equilibrarmos as duas forças entre si.



Lógico que deverá ter um espaço interno, para poder movimentar os cordéis implantados.



Quando esse espaço for reduzido, aplica-se um sistema de moitão, que permitira o seu alongamento, e aliviar o peso a ser suportado. (vide o uso de uma alavanca para levantar uma pedra pesada.



OBSERVAÇÃO;



Balança de dois pesos duas medidas, se em um prato colocamos um peso, temos que fazer força no outro prato, para movimentá-los, ou buscar o ponto de equilíbrio em relação ao fiel.



Ao passo que colocarmos, um peço equivalente no outro prato, com um simples dedinho, movimentamos facilmente os dois pratos.

(deu para entender a lógica)



Esse equilíbrio de forças deve ser obtido por meio de aplicação de molas, que podem ser de empuxo, ou de retração, conforme o caso.



EXEMPLO;



Monta-se uma asa aberta por meio de molas de empuxo, e fechamo-la por meio de cordéis a serem operados durante o desfile.



Sua ponta de asa poderá ser movimentada em um subsistema, com uma vara de pesca, com argolas orientadoras da linha, um pouco mais afastada da mesma.



Ao puxar a linhada a vara se enverga, e volta ao estado reto quando soltamos a linhada.



Seu ombro poderá ser acionado por sistema de rolimãs, e alavanca interna para levantá-la ou baixada. (quanto mais comprida a alavanca mais leve fica)



O mesmo principio, aplica-se ao bico (aberto) de uma ave, e soltar fumaça por meio de um tudo de prolongamento de um extintor de fumaça, só que a mola equilibradora será de retração, caso na ponta do bico for colocado algo muito pesado.



Quanto aos olhos, devem ser montados fechados (tipo colher) e acionados mediante contra mola e cordel.



Seu pescoço, montado com um sistema central de apóio e duas molas laterais de igual potência, para mante-lo reto e movimentá-lo para os lados por meio de cordéis laterais.



Exemplo; Pescoço de uma cobra



Montá-lo com anéis com suporte de sustentação (como as cobras de madeira que são vendidas como brinquedo), com molas equilibradoras e dois ou três sistemas de cordéis laterais, para sua movimentação em S.



Outro exemplo, - Uma flor abrindo e subindo do seu miolo um figurante.



O principio de equilíbrio, deve ser feito por molas de empuxo, colocadas na base de sustentação da plataforma central que será seu miolo, mediante 4 pés, compostos de dois tubos cada, encaixados (um externo e outro mais fino interno) e entre eles uma mola de empuxo, que a fará subir.





O mesmo raciocínio se aplica em relação à base planejada e o piso do carro.



O espaço entre a base e o piso deve ser programado, para quando essa base baixar por intermédio de um girabrequim, ela puxe para cima as pétalas da flor.



Vide plataforma das estações do metrô.



È importante para o bom desempenho incluir o peso do figurante, para se encontrar o ponto de equilíbrio. (usa-se contrapesos se necessário, dependendo da força de empuxe das molas.



Para as peças que deverão girar, deve-se usar o mesmo truque.



Mesmo mediante aplicação de jogos de rolimãs, o ponto de equilíbrio de seu centro deve ser obedecido.



DICA Força Mecânica.



Um chafariz pode ser montado, mediante de uma bomba acoplada ao sistema giratório de uma moto.



Sistemas lentos giratórios se obtêm por uso de um sistema de engrenagens redutoras.



Não é necessário esclarecer, que não será fácil conseguir aplicar tais procedimentos.



Tudo tem que ser feito, com os recursos disponíveis e de forma artesanal, que pode dar certos ou não.



O importante é tentar, e começar com coisas mais simples, mas sempre procurando atingir um ponto de equilíbrio do peso das peças, usando a imaginação e ousadia.



Só o tempo e a experiência prevalecerão, e não ter medo de errar.



IMPORTANTE



Toda alegoria por mais simples que ela seja, deve ser submetida à inspeção dos órgãos competentes, para sua avaliação de segurança e uso.





Os originais desta matéria estão em poder do escriba, e declara que é matéria livre para pesquisa e

e uso.



O AUTOR.



quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

CLUB ATLÉTICO GUARANY
(Fundado em 1939)


O Club Atlético Guarany, foi fundado no bairro de Vila Esperança, na Rua Otília imediações da Rua Dr. Heládio, no bairro de Vila Esperança, que pertence ao sub-distrito Penha de França, na Capital do Estado de São Paulo.

Tal fato se deu no ano de 1939 com a participação de um grupo de garotos.

Encabeçados e encorajados pelo jovem Roberto Beline Graminha (*1), reuniram-se pela primeira vez, com o objetivo de fundar um Mirim, para a pratica de futebol.

O local escolhido foi em um galpão existente nos fundos de sua residência, situada na Rua Otilia no então nº 110, pertencente a família do jovem Graminha como era chamado, que o cedeu com a permissão de seus pais.

Garotos ainda, imbuídos de entusiasmo passaram a discutir o que fazer, e mesmo com a pouca prática que detinham passaram a expor seus planos, registrando em um simples papel os assuntos votados e aprovados.

Assim foi escrita a ATA DE FUNDAÇÃO DO CLUB ATLÉTICO GUARANY. Em Vila Esperança.
ATA DE FUNDAÇÃO – (Cópia).
Aos 15 dias de Setembro de 1939, reuniram-se na casa do Sr. Roberto Beline Graminha, à Rua Otília nº110 (atual nº 882) (no bairro de Vila Esperança) um grupo de rapazes, para tratar da fundação de um mirim.
Encabeçando o grupo o Sr. Roberto Beline Graminha, deu início a reunião pedindo aos presentes, a escolha de um nome para o club que iriam fundar.
O Sr. Antonio Gimenes, pedindo a palavra, sugeriu que se denominasse de Guarany, dado ser ele proponente, funcionário do Foto Guarany, sugestão esta acatada por unanimidade.
Após entendimento entre os presentes, ficou aprovada a denominação de Club Atlético Guarany.
Escolhido o nome, passou-se a eleição da Diretoria, com votação em descoberto, que ficou assim constituída:
Presidente: Roberto Beline Graminha;
Vice-Presidente: Antonio Guimenes;
Secretário: Raymundo Abreu Costa;
Tesoureiro: Francisco Costa.
Quanto as camisas, ficou o Sr. Graminha encarregado de arrumar com seu pai, tanto as camisas como a bola.
Ficou estabelecido também, que as mensalidades serão de R$-2,00 (Dois mil réis) para os diretores e de R$1,00 (Hum mil réis) para os jogadores.
Fica ainda estabelecido que para os jogadores participarem dos jogos deverão ter calções brancos.
E por estar fundado o mirim Guarany, da-se por encerrada a reunião.
São Paulo, 15 de Setembro de 1939. Assinam os Diretores eleitos.

.............................................................. .Assina Roberto Beline Graminha
Presidente em exercício.

(*1)-Roberto Beline Graminha, considerado o fundador do Club Atlético Guarany, era filho de funcionário da Light end Power Co. , lotado no setor de manutenção dos equipamentos da empresa na usina instalada no Alto da Serra, e residente na época no bairro de Vila Esperança, na Rua Otília nº 110.

Ao ser realizada a primeira partida de futebol, foi convidada para ser a madrinha do clube, a jovem Antonieta Barbiere, também moradora da Rua Otília.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Logo após a sua fundação, o então Mirim Guarany sofreu uma lamentável situação.

O jovem e então presidente em exercício, Graminha, teve que se submeter com urgência a uma operação de apendicite, que acabou levando-o a morte, após sofrer complicações pós operatória.

Profundamente abalado com a perda seu filho único, o casal Beline Graminha, mudou-se do bairro, quebrando em definitivo o vinculo com o mesmo.

Talvez esse fato, que abalou profundamente o animo de seus amigos de infância, tenha permitido a sobrevivência e a transformação do então mirim em um clube efetivamente estabelecido.

Mesmo tristes, seus colegas de infância, tomaram tal situação, como um código de honra e de uma forma ou de outra, mantiveram sempre vivo o objetivo de seu fundador.

Para tanto sempre que possível, buscavam o apoio de pessoas adultas para orientá-los.

O Club Atlético Guarany, formado por um grupo de adolescentes, como não poderia ser de outra maneira, não possuía um campo para prática de futebol.
Assim as disputas esportivas se davam sempre no campo dos adversários, ou em campos cedidos por outros clubes existentes na região.

Utilizava para treinos de seus jogadores, uma pequena área que existia entre a Rua Dr. Heládio, e a Estrada de Ferro Central do Brasil.

Por vários anos seus participantes atuaram nos campos de futebol da redondeza, tornando-se inativo algumas vezes, mas sempre reacendendo as esperanças de sobrevivência.

GALERIA DE FOTOS - FUTEBOL DE CAMPO (1947/1960)





Outro fator que também contribuiu para sua sobrevivência, diz respeito ao ocorrido no bairro.

Agora já adultos esse grupo de rapazes e moradores das redondezas, passaram a
participar dos festejos carnavalescos do bairro, que se realizavam todos os anos, promovido inicialmente pela Associação Atlética 5 de Julho, desde o ano de 1935.


Essa participação teve início em 1949, quando o seu presidente Sr. Francisco Rizzo e seus dirigentes, apreciando uma idéia de Valdemar Romeu, Alfredo Lastória, aliados aos moradores da redondeza, decidiram participar com um bloco, na Batalha de Confetes promovida anualmente pela A.A. 5 de Julho.

Essas festas pré carnavalescas, eram promovidas no sentido de incentivar os clubes a participarem da tradição carnavalesca do bairro.


O tema escolhido para sua primeira participação foi à marchinha “Chiquita Bacana”, em evidencia.

Para tanto passaram a confeccionar fantasias em verde amarelo, imitando cascas de banana, com os parcos recursos obtidos por intermédio de um Livro de Ouro, passado entre os amigos, e apoio das esposas e filhas dos participantes.

O alegórico consistia em um andor, contendo uma banana semi-aberta, carregada aos ombros, e contendo uma criança em seu interior.
Como não dispunha de instrumentos musicais, tiveram que recorrer a ajuda de terceiros.

Os serviços de pintura decorativa foram feitos por Paulo Lombardi, que tinha por hobby, praticar a pintura acadêmica.

Para acompanhá-los, por incrível que pareça, conseguiram a ajuda da nada mais, nada menos do que a Bateria da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde, por quem sempre mantiveram um carinho especial de amizade.

Daí para frente, todos os anos o Clube passou a promover animados blocos e bailes carnavalescos, sempre buscando a originalidade como aliada, para compensar os pequenos recursos disponíveis, advindos a colaboração do comércio local.
Como todos os clubes participantes das Batalhas de Confetes, patrocinadas pela A.A. 5 de Julho, tinham um grito de incentivo.
Assim o Club Atlético Guarany, tinha seu estribilho, usado no início das apresentações, para incentivos de seus participantes.

- Oi!... Quem vem lá?
- Sou eu morena.
-Abre a porteira que eu quero passar.
É verde e branco.
Sinal de guerra.
É Guarany que estremece a terra.

Pode parecer meio ingênuo o uso da palavra porteira, em uma cidade como São Paulo.

Entretanto, quando o estribilho foi criado, levou-se em conta, que o então patrimônio do clube compunha-se de um terreno cercado em arame farpado, contendo um portão de madeira em duas folhas.

GALERIA DE FOTOS - CARNAVAL DE RUA


JOGO DE FUTEBOL À FANTASIA - BATALHA DE CONFETE










Por outro lado esse grupo de jovens, e vários participantes que se aliaram, passaram a alimentar a idéia de conseguir uma área, na qual pudessem manter uma sede social, até então inexistente.

Dentre os participavam das atividades do clube, por volta de 1956, um grupo de aficionados, passou a idealizar uma pista para desenvolver a pratica do Jogo de Malhas, muito em moda na época, que acabaria por desbancar o tradicional Jogo de Bochas.

Para permitir tal prática, os dirigentes do clube, procuraram o proprietário de um terreno
contendo 1.000m2, existente na Rua Otília, entre as Ruas Cumai e Dr. Heládio, para solicitar autorização para o seu uso, na forma de locação.

VISTA DO TERRENO A SER ADQUIRIDO

O terreno foi fechado, com uma cerca de área farpado, contendo um portão central de madeira, contendo 3,50 metros de largura, e a ele foi atribuído o nº 835 da referida Rua Otília.

Ato continuo, foi construída uma pista em sua lateral esquerda de quem o terreno olha de frente, sendo a mesma feita dentro dos padrões e medidas oficiais, com suas laterais guarnecidas por madeira.

Somente as cabeceiras eram cobertas, e separadas do público por um corrimão feito com toras de eucalipto.

Passou assim o clube a disputar torneios oficiais, em todas as categorias.
Foi guando o clube filiou-se pela primeira vez a uma federação esportiva.

Outros sócios aficionados pelo futebol, que até então era praticado em campos varzeanos, por intermédio de campanha interna, aplainaram a parte central do terreno, sendo o piso recoberto por uma grossa camada de cimento e pedra britada.

Sua proteção como na área reservada para a prática do jogo de malhas, foi feita com toras de eucalipto, tela de arame em suas cabeceiras, e alambrado nas laterais.
Assim foi construída a primeira pista de futebol de salão do clube.
FOTOS DA INAUGURAÇÃO DA QUADRA






Outras pequenas construções em alvenaria foram realizadas, de forma aleatória, com uma secretaria no limite fronteiriço do terreno e vestiários e sanitários nos fundos da pista de malha.

Na época o Sr. Pedro Cavalheiro Garcia, (Sr. Pedrinho) passou a reformar sua residência, doando todo material ao clube, o que permitiu levantar-se na área dos fundos da quadra de futebol de salão, um rancho, ao estilo faroeste.

Passou a servir, para a pratica de jogos de salão, como dominó, sueca, e outros jogos, proibindo-se terminantemente qualquer tipo de jogo de azar.

Compunha a referida edificação feita em madeiras, de um pequeno bar ao seu lado esquerdo, e toda sua parte fronteiriça servida por uma varanda.

Não é preciso afirmar que todas as construções foram feita em regime de mutirão, utilizando-se a mão de obra de um sem número de abnegados, entusiasmados com rápida evolução dos acontecimentos.

Com as melhorias patrimoniais feitas no clube, um grupo de sócios jovens, liderados por Manoel Pereira da Silva (Pitanga), passou a cogitar a realização de festas juninas durante os meses de
Junho de cada ano, usando a quadra de futebol de salão como pista e a varanda do rancho, como estúdio musical e palco.

Inexperientes na realização de tais eventos, os dirigentes e associados do clube, montaram diversas barracas nas laterais da quadra, esperando trazer as famílias para uma confraternização, e vender guloseimas da época, o que acabou dando certo.

No início da década de 60 (entre 1962/1963), estava entrando em cenário o movimento um novo movimento musical liderados por um grupo de jovens, estourando todas as premissas musicais até então, principalmente, após o início do programa na TV Record em 1965 do Movimento Jovem Guarda.

Talvez esse foi o maior reforço que o clube poderia ter, até os dias de hoje.

Empolgados com o sucesso de suas festas juninas, passaram a questionar para o ano seguinte a contratação de um conjunto musical.

Para tanto se dirigiram a diretoria com tal proposta, informando o desejo de conseguir a participação artística de um conjunto musical, que cobraria pelo evento Cr$-200,00 (duzentos Cruzeiros).

Informados pelo tesoureiro Sr. Lameiro de que poderiam realizar a iniciativa, desde que conseguissem levantar o valor do cachê entre os sócios, devido os pequenos recursos existentes já comprometidos, com o pagamento dos materiais, que tinham sido adquiridos.

Para tanto se lançou mão de uma rifa de uma boneca cujo valor foi rateado entre os sócios.
Tudo acertado para a realização do evento, não tardou muito para seus idealizadores tomarem o maior susto.

INGREDIENTES:
Noite Fria, silenciosa, um palco feito toscamente em madeira e tecido cru, sobre a pista de malhas ao ar livre.

Um perfeito conjunto de fatores reunidos, contribuindo para o inesperado.

Aproximadamente as 8,30 hs, Aldo Monteiro, ao microfone anunciou a participação do conjunto Os Castores, apelido por ele como os Roedores da Guitarra.

Ao soar no espaço noturno os primeiros acordes das guitarras, criou-se uma espécie de frenesi, tornando-se uma grande preocupação para aos organizadores.

Não se sabe como e quantas pessoas jovens crianças e adultos, acorrerão para as imediações do clube, criando um grande alvoroço, devido o clube não estar preparado para tanto.

Bem ou mal, mais bem do que mal, chegou-se ao fim do evento sem registrar qualquer tipo de ocorrência, que viesse a tirar o brilho da mesma.

Daí para a frente os seus diretores, associados,e muitos simpatizantes, passaram não só a realizar anualmente as tradicionais festas juninas, como a realizar ininterruptos fins de semana dançantes, e concorridas festas da cerveja.

Foram sempre apoiados por uma centena de colaboradores, e autoridades constituídas, que sempre colaboraram e orientaram na realização dos eventos programados.

Vários foram os cantores famosos e conjuntos do movimento Jovem Guardam em início de carreira, que participaram das noitadas dançantes, daqui levando boas recordações, devido a forma carinhosa como eram tratados.

Em retribuição, quase sempre se ofereciam para participar das festas realizadas em comemoração ao aniversário do clube.

Em um determinado ano na década 70 o clube conseguiu em um único fim de semana apresentar nada menos do que 13 conjuntos musicais.

Com os recursos advindos dessa atividade social-dançante, aliado a colaboração dos sócios e a uma administração eficiente por parte dos seus diretores, o Club Atlético Guarany, conseguiu investir gradativamente em sua sede social, elevando consideravelmente o valor de seu patrimônio.

Sempre procurando ajustar-se as novas situações criadas, em 13 de junho de 1963, em uma Assembléia Geral dos Sócios, foi aprovado um novo Estatuto Social, como uma sociedade esportiva/recreativa devidamente registrado no 3º ofício de Registro de Títulos e Documentos da Capital, no dia 21 do mesmo mês.

Nessa Assembléia Geral dos Sócios, reunida em caráter extraordinário, presidida por José Habib, secretariado por Ângelo Giovanini, na reformulação do Estatuto Social, foi criado o Conselho Patrimonial do clube, devido o mesmo estar emprenhado na compra do terreno que vinha ocupando a título de locação.

Nos termos do artigo 15º do referido estatuto, ficou estabelecido que tal conselho, é eleito pela diretoria, por tempo determinado, e dirigido por um presidente, eleito entre os 10 membros que o compõem, com a devida aprovação do Conselho Deliberativo, que é o órgão máximo do clube.

Esse conselho passou a administrar os bens imóveis do clube e determinar e fiscalizar as novas aquisições patrimoniais.

Devidamente estruturado para a compra do terreno ocupado, foi elaborado o lançamento de 2.000 (dois mil) Títulos Patrimoniais, com o objetivo de conseguir recursos para permitir a sua ampliação patrimonial.

Para tanto, foi aprovados um termo de criação de uma linha de Sócios Patrimoniais, dentro das condições contratuais estabelecidas entre o Club Atlético Guarany, e o adquirente.

Foram lançados 100 (cem) Títulos Patrimoniais em caráter vitalício seus adquirentes, cujos compradores estão devidamente listados em placa comemorativa no salão de festas do clube.

Não é demais lembrar, que além desses 100 abnegados acima, outros tantos (ou mais), que devido ao seu grande número, é impossível listar sem cometer alguma injustiça, é que foi possível realizar tal façanha.

O valor apurado na época correspondia a valor pedido pelos proprietários para sua venda, o que permitiu o clube adquirir o terreno a vista.

Para concretização do proposto, o clube recorreu ao Sr. Milton Sanches, escrivão e sócio do clube, para tratar e orientar a aquisição, que se concretizou mediante lavratura de conforme Escritura Definitiva nos registros do Tabelião.Com isso o clube adaptou-se as exigências oficiais e federativas, permitindo-lhe filiar-se a Federação Paulista de Futebol, Federação Paulista de Malhas, passando a disputar oficialmente tais atividades esportivas.

Nesse mesmo estatuto, foi oficializado e registrado nas federações, o emblema representativo do Club Atlético Guarany, formado por uma linha circular rodeando uma faixa também circular, mantendo em seu interior a expressão CLUB ATLÉTICO GUARANY, e 1939, em branco sobre fundo e linha externa verde.
Em seu centro a cabeça de um índio estilizado olhando para a esquerda, em linha na cor verde, e pele cor de carne.
As cores representativas são : verde / branco e nuanças cor de carne.

Em 25 de fevereiro de 1967, em reunião anual do Conselho Deliberativo foi aprovada a contratação de engenheiro e pessoal habilitado para a construção de um salão de festas, contendo 14,00 por 13,60 ms, nos fundos da quadra de futebol de salão, a ser levantado em alvenaria, sustentado por bardame entrelaçado por pilares de concreto com cobertura em estrutura de madeira e telhas de amianto, em substituição ao rancho original.

Em Assembléia ordinária de 29 de março de 1969, ano em que o clube já havia murado toda a sua propriedade, foi aprovada a assinatura um contrato com a Projecta Estruturas Metálicas Ltda, o valor de Cr$-14.500,00, (quatorze mil e quinhentos cruzados novos) para a cobertura da quadra de futebol de salão, com uma área de 550m2.

Como sinal e principio de pagamento, foi dado uma parcela de Cr$-2.000,00 (dois mil cruzados novos) e Cr$-10.000,00 (dez mil cruzados novos) financiados pelo então presidente em exercício Sr. Pedro Cavalheiro Garcia, para serem pagos em 5 (cinco) parcelas anuais, sedo a última parcela da dívida assumida, quitada na gestão do Sr. Irineu Rossi, em 1972.

Aprovada a construção da estrutura, foi entregue ao clube a obrigação de preparar a parte referente as fundações a serem feitas, bem como as especificações a serem seguidas, devidamente fiscalizadas pelos responsáveis do projeto.

Com mão de obra própria, foram feitas 8 sapatas de sustentação, com 3 perfurações cada uma, sobre as quais foram feitas sapatas com 1(hum) metro3. de concreto cada uma, dentro das especificações previstas.

Um fato curioso ocorreu, durante os serviços do preenchimento da primeira coluna.
A primeira coluna a ser preenchida foi a segunda coluna da esquerda de quem da rua olha o terreno de frente para o fundo, e que estava mais própria da argamassa batida.

Na falta de champanhe para comemoração, foi retirada do bar uma garrafa de caninha Pirassununga 51 devidamente selada, e concretada na base. (um provável documento arqueológico futuro).

Com o esvaziamento do movimento da Jovem Guarda, após vários anos dominando, toda mídia, as atividades dançantes sociais do lucro, foram declinando, até a sua extinção.

O mesmo fato ocorreu em relação a participação do clube nos festejos carnavalescos de rua do bairro, suas matinês e soeres carnavalescas, devido a transformação organizacional, ocorrida em sua realização.
GALERIA DE FOTOS - FESTIVIDADES



Mas talvez, um dos fatores que permitiram o Club Atlético Guarany, manter o seu desenvolvimento e enfrentar os constantes e novos desafios, foi de poder contar sempre com uma administração competente, e de pés no chão.

Assim os posteriores e atuais dirigentes do clube, tendo como presidente o Sr. Antonio José Cardoso, agora dispondo de menores recursos financeiros, conseguiram manter o clube de forma sempre atuante.

Coube a eles concluir todas as instalações de apoio esportivo, hidráulicas, de segurança e de acabamento, tornando o Club Atlético Guarany, uma referência na região, oferecendo um ambiente descontraído e amigável para quem o freqüenta, seja ele criança, jovem ou adulto.

Entre as atuais atividades praticadas, destacam-se os futebóis de salão masculinos e femininos, praticados por todas as faixas etárias, e sendo que em vários os torneios que participou, tem se saindo vitorioso.
GALERIA DE FOTOS FUTEBOL DE SALÃO








Vários são os torneios internos e torneios esternos que o clube tem realizado, com a participação de um sem número de convidados, criando um circulo de amizade cada vez mais vinculada as tradicionais cores do clube..

Dedica-se também a prática do Boxe, por meio do Projeto Oficina do Boxe, Ligado a Federação Paulista de Boxe, orientado pelo ex-treinador corintiano Aparecido José, tendo já disputado vários torneios, levando-o a resultados surpreendentes, projetando-o nas modalidades de boxe e Muay Thai, com aulas as 2ª./4ª. E 6ª, de boxe e as 3ª. E 5ª. De artes marciais.
FOTOS CEDIDAS PELA DIRETORIA



Oferece ainda um recanto para jogos de mesa, e um bar muito bem administrado, onde rolam os bate-papos informais e descontraídos de fim de semana.

Nesse seguimento social de salão, tem participado de diversos torneiros de truco, sueca, e outras modalidades de mesa.

Suas instalações têm sido religiosamente preservadas, e dentro do possível oferece aos seus freqüentadores, um ambiente esportivamente agradável.

Vale à pena conferir.

Observação: este texto esta aberto para novos informes - Agradeço a colaboração.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

NOVOS OBJETIVOS:


Como já foi afirmado, o Club Atlético Guarany, tem evoluído bastante em seu setor social, pela forma com que trata seus freqüentadores.
Assim tornou-se difícil atender dentro da capacidade limitada de suas instalações, todos que o procuram.

Para procurar atender não só os seus associados, de forma mais ampla e diversificada, mas todos seus simpatizantes, a atual da diretoria do Club Atlético Guarany, por intermédio de seu presidente, esta pleiteando junto a Prefeitura Municipal de São Paulo, tornar realidade, projeto de reurbanização de uma área de aproximadamente 14.000m2., existente entre a Rua Cecília e CPTU, nas proximidades de sua sede, para transformá-la em um parque recreativo educacional.

Incluem-se nas reivindicações pleiteadas, alem de todo sistema de infra estrutura, a construção de pista para caminhadas, pista de terra para bicicletas, uma quadra poli esportiva, uma pista para prática de skêit, aparelhos rudimentares de ginástica e se possível alguma unidade educacional.


Pista para rali de bicicletas

Quadra poli-esportiva


Pista para skêit

Por outro lado estuda-se a possibilidade de remodelação da fachada do imóvel,mas para tanto tem que se enquadrar as normais legais que regem o assunto.

procuramos fotos: jogos de malha / festas juninas / bailes da jovem guarda.
outros dados não inceridos.

contato "augusto.gallera@gmail.com"
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~